Leilão decisivo pode alterar o equilíbrio do saneamento mineiro e mexer nas ações do setor
Copasa – A estatal de saneamento de Minas Gerais entra, nesta semana, na reta final de privatização com duas ofertas de peso: o trio Itaúsa-Equipav-GIC, por meio da Aegea, e a Equatorial Energia. O embate, que será decidido na B3 em 27 de maio, deve movimentar até R$ 10 bilhões e redefinir participações num mercado impulsionado pelo novo Marco Legal do Saneamento.
- Em resumo: Itaúsa, Equipav e GIC, via veículo Livorno, enfrentam Equatorial pelo bloco de 30% da Copasa.
Quem são os gigantes por trás das propostas
A Livorno Participações reúne participação igualitária de Itaúsa, Equipav e do fundo soberano de Cingapura, mantendo a holding Aegea com até 1% por conta da alavancagem atual da operadora. Do outro lado, a Equatorial — que já investe na paulista Sabesp — busca ampliar sua diversificação setorial. Segundo apurou a Bloomberg, ambos os envelopes chegaram simultaneamente à bolsa.
A operação pode movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, com o investidor de referência podendo atingir 45% dos direitos de voto da Copasa.
Por que o resultado importa para investidores e consumidores
Desde a aprovação do Marco Legal em 2020, o setor de saneamento passou a atrair capital privado, abrindo espaço para eficiência operacional e metas de universalização. A Copasa, quinta maior do país em número de ligações e responsável por atender 12 milhões de mineiros, pode tornar-se o próximo caso de transformação, repetindo movimentos vistos na Corsan e projetados para a Sabesp.
Analistas lembram que o governo mineiro pretende manter 5% do capital com golden share, estratégia que preserva poder de veto em temas sensíveis. Já no mercado de capitais, o follow-on de 15% previsto deve elevar a liquidez do papel, hoje negociado a múltiplos acima da média histórica após alta de quase 40% em 12 meses, impulsionada pela expectativa de venda.
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Crédito da imagem: Divulgação / Copasa