Dureza baixa, valor alto: por que a lepidolita entrou no radar dos investidores de baterias
Lítio – Em meio à corrida mundial por veículos elétricos, geólogos destacam a lepidolita, mica de tom lilás e dureza 2,5, como o maior reservatório natural do metal. O avanço da mineração desse cristal pode mexer nos custos das baterias e, por tabela, no bolso do consumidor final.
- Em resumo: a lepidolita concentra lítio estratégico e já é vista como alternativa aos salares sul-americanos.
Como a mica lilás desafia os salares do Chile na oferta de lítio
Relatório recente da Reuters mostra que 74% do lítio de grau bateria ainda vem de salmouras, mas a extração em pegmatitos – onde a lepidolita se forma – cresce a dois dígitos ao ano, puxada pela demanda chinesa.
Segundo o US Geological Survey, pegmatitos com lepidolita podem alcançar teores de até 3,8% de óxido de lítio, patamar comparável a minas australianas de espodumênio.
Impacto direto no custo das baterias e na geopolítica do metal
A Agência Internacional de Energia calcula que o preço do lítio subiu 180% em 2022. Se a lepidolita ganhar escala industrial, tende a reduzir a dependência de poucas jazidas e suavizar a volatilidade – alívio para montadoras e consumidores que veem o preço da bateria representar até 40% do valor de um carro elétrico.
O que você acha? A lepidolita pode mudar o mapa de produção do lítio ou ficará restrita a nichos? Para acompanhar análises sobre matérias-primas estratégicas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: depositphotos.com / vvoennyy