Por que o avanço recorde dos ETFs pode mudar a sua estratégia em 2026
B3 – Na esteira de um mercado que busca cortar custos e ampliar horizontes, o número de fundos de índice listados na bolsa brasileira subiu impressionantes 70% entre janeiro de 2025 e março de 2026, movimento que pode redefinir como o investidor local monta sua carteira.
- Em resumo: mais de 721,7 mil brasileiros já apostam nos ETFs, que triplicaram o patrimônio em custódia de R$ 54 bi para R$ 91 bi.
Custos em queda e acesso global alimentam a corrida
A popularização dos ETFs reflete três motores: taxa de administração enxuta, diversificação instantânea e porta de entrada para bolsas estrangeiras, segundo especialistas ouvidos pelo serviço de notícias da Reuters. Na prática, o produto entrega exposição a dezenas de ações com uma única ordem – algo valioso num cenário de juros ainda elevados e incertezas fiscais.
“Os ETFs oferecem liquidez, transparência e custo baixo, combinação perfeita para uma estratégia de crescimento patrimonial”, reforça Thiago Salomão, CEO do Market Makers.
Impacto macro: do IPCA ao investidor pessoa física
Com o IPCA acumulando 4,1% em 12 meses e o Banco Central sinalizando cortes graduais na Selic, a procura por ativos com melhor relação risco-retorno ganhou tração. Fundos temáticos de Inteligência Artificial, ESG e infraestrutura, recém-lançados, surfam esse apetite e colocam o Brasil em linha com a tendência global, onde os ETFs já representam mais de US$ 10 trilhões sob gestão, de acordo com dados da BlackRock.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3