Decisão americana mira preço global do barril, mas turbina caixa do Kremlin
Departamento do Tesouro dos EUA – A prorrogação, até 16 de maio, da licença que permite a revenda do petróleo russo sem punições promete aliviar a tensão no mercado de energia, porém injeta recursos estimados em US$ 10 bilhões na máquina de guerra de Moscou, segundo alerta do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
- Em resumo: sanções menos rígidas liberam fluxo de caixa russo e podem frear queda do Brent, hoje perto de US$ 92.
Sanções flexibilizadas viram combustível financeiro para o conflito
O relaxamento atinge embarques que zarparem até meados de maio e mantém vetos apenas às transações ligadas a Irã, Cuba e Coreia do Norte. De acordo com a Reuters, a medida integra a estratégia de Washington de segurar a escalada dos preços após o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã.
“Cada dólar pago pelo petróleo da Rússia é dinheiro para a guerra”, escreveu Zelensky na rede social X, lembrando que só nesta semana foram mais de 2.360 ataques de drones e 60 mísseis contra seu país.
Impacto no bolso: gasolina, inflação e mercado de capitais
Analistas lembram que a Rússia responde por cerca de 10 % da oferta mundial, produzindo 9 a 10 milhões de barris diários. Se o fluxo permanecer livre, segurará um choque imediato nos combustíveis; caso a licença expire, consultorias projetam o Brent acima de US$ 100, pressionando inflação e juros — cenário que o Banco Central brasileiro monitora de perto após sinalizar cortes mais lentos na Selic.
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Crédito da imagem: Divulgação / Piroschka van de Wouw – Reuters