Mudança pode dobrar rentabilidade frente à poupança, apontam analistas
FGTS – O Projeto de Lei 842/26, apresentado recentemente na Câmara, determina que todo depósito no fundo seja atualizado pela inflação oficial (IPCA) e ainda capitalizado com juros de 3% ao ano, substituindo a atual regra que segue o rendimento da poupança.
- Em resumo: saldo passaria a ter proteção total contra a perda de poder de compra.
Como o novo cálculo mexe no bolso dos 117 milhões de cotistas
Hoje, a remuneração baseada na poupança rende 70% da Selic mais Taxa Referencial, frequentemente abaixo do IPCA. Em 2023, por exemplo, o FGTS avançou 3,99%, enquanto a inflação oficial ficou em 4,62%, corroendo parte do capital, de acordo com levantamento do Valor Econômico.
“Esta proposta estabelece as bases para um FGTS moderno, sustentável e, acima de tudo, respeitoso com os direitos dos trabalhadores”, justificou o deputado Albuquerque (Republicanos-RR).
Tramitação e efeitos macroeconômicos em jogo
O texto tramitará em caráter conclusivo nas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação e na CCJ. Caso avance, ainda precisará receber sinal verde do Senado. A discussão ocorre num cenário em que o IPCA acumulado em 12 meses marca 3,93% e a Selic está em 10,75% ao ano, o que poderia tornar o FGTS mais atrativo que CDBs conservadores e elevar o custo de financiamentos habitacionais indexados ao fundo.
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Crédito da imagem: Joédson Alves / Agência Brasil