Suspensão dos injetáveis pode pesar na balança e no bolso
Ozempic e Mounjaro – Ao interromper os populares injetáveis para emagrecimento, pacientes relatam reganho acelerado de peso e aumento de despesas médicas, um alerta que ganha força entre endocrinologistas recentemente.
- Em resumo: parar o tratamento sem plano de transição faz o peso retornar – às vezes em poucos meses – e ainda pressiona o orçamento com novas consultas e exames.
Efeito rebote: por que o corpo corre para recuperar gordura
Estudos clínicos citados pela Reuters apontam que a retirada abrupta dos agonistas de GLP-1 eleva novamente o apetite e reduz a saciedade, recriando o ambiente metabólico anterior.
Metade do peso perdido pode voltar em até 1 ano após a suspensão, indicam levantamentos apresentados no último Congresso Europeu de Obesidade.
Conta não fecha: como o custo do tratamento dispara
Cada caneta de 2,4 mg chega a custar perto de R$ 1 000 nas farmácias brasileiras, valor que já pressiona o IPCA de saúde. Ao mesmo tempo, o gasto indireto aumenta: consultas extras, monitoramento glicêmico e, em casos extremos, retorno de comorbidades que exigem novos fármacos. Analistas veem nesse movimento um potencial de alta para planos de saúde, cuja inflação médica bateu 18% em 2023, bem acima do índice oficial.
O que você acha? Interromper o remédio vale o risco de pagar tudo outra vez? Para mais análises sobre impacto no bolso e na saúde, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Health Turkey Medical Center / Divulgação