Projeto vira lei e pode alterar trânsito de petroleiros
Parlamento do Irã — A Casa legislativa deve votar nos próximos dias uma proposta que torna permanente a gestão iraniana do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, elevando o alerta para custos de frete e preço do barril.
- Em resumo: Teerã e Omã querem autoridade exclusiva sobre a passagem; Trump reage e promete manter a rota “aberta a todos”.
Pressão sobre rota de 20% do petróleo global
Ao defender o texto, o deputado Alireza Salimi afirmou que já existe “aprovação preliminar” de Mascate. A ofensiva chega enquanto dados da Reuters mostram negociações paralelas entre Teerã e Washington para encerrar o impasse no Oriente Médio.
“Todo o Estreito de Ormuz está localizado em águas territoriais do Irã e de Omã”, reforçou Salimi, indicando que apenas esses dois países deveriam administrar o corredor marítimo.
Escalada política e efeitos no preço do barril
Na contramão, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a passagem “permanecerá internacional”. O tom mais ríspido ecoa a acusação de Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo iraniano, de que o republicano “trai a diplomacia pela terceira vez”. As tensões reacendem temores de novos bloqueios — os Estados Unidos já impediram 115 navios de atravessar o estreito desde o início das sanções, segundo registros oficiais.
Historicamente, qualquer ruído geopolítico em Ormuz repercute de imediato na curva futura do Brent. Em 2020, quando incidentes semelhantes ocorreram, o prêmio de risco adicionou até US$ 5 ao barril. Analistas lembram que um choque prolongado poderia agravar a já restrita oferta global, pressionada pelos cortes de produção da Opep+ e pelo ciclo de juros altos que encarece investimentos em energia.
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Crédito da imagem: REUTERS / Stringer