Ajuste de custos e câmbio colocam a siderúrgica à frente das previsões
Usiminas – A companhia surpreendeu o mercado ao reportar lucro líquido de R$ 896 milhões no 1º trimestre de 2026, resultado bem acima das estimativas dos analistas e que elevou USIM5 em 7,49% na B3 às 11h39.
- Em resumo: corte de 9,5% no custo dos produtos e Ebitda do aço 46% acima do projetado.
Corte de despesas e câmbio favorável impulsionam margens
A estratégia de enxugamento de despesas de manutenção, aliada à eficiência operacional e à valorização do real frente ao dólar, reduziu o custo por tonelada em 7% ante as projeções do Citi. Segundo dados da Reuters, o aço já vinha recuperando preços no mercado internacional, o que reforçou o efeito positivo no balanço.
“O resultado acima do esperado foi em grande parte impulsionado pelo aço, cujo Ebitda de R$ 544 milhões superou significativamente as expectativas, enquanto a divisão de mineração ficou 30% aquém”, apontou o Citi no relatório enviado a clientes.
Impacto no setor e na economia: sinal de fôlego para 2026?
O número robusto surge em um momento em que a siderurgia brasileira busca recompor margens após um 2025 pressionado por juros altos e demanda interna fraca. Agora, com a Selic em trajetória de queda e estímulos de infraestrutura na China elevando a cotação do minério, a Usiminas pode ganhar ainda mais tração.
Para o investidor, o resultado reforça a tese de revisão de preço-alvo ao longo do ano, embora a divisão de mineração acenda alerta sobre volatilidade de insumos. Analistas lembram que a conclusão das reformas tributárias e o ritmo de obras do novo PAC serão determinantes para sustentar o consumo doméstico de aço.
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Crédito da imagem: Divulgação / Usiminas