Queda de rentabilidade acende alerta sobre futuro da rede
Grupo Pernambucanas – Dados recém-divulgados do ranking Retail Think Tank mostram que, mesmo com receita de R$ 6,1 bilhões em 2024, a varejista viu sua margem Ebitda encolher para 1,8%, o menor nível em anos e bem abaixo dos 9,9% de 2023. O recuo põe a companhia sob pressão num cenário de juros altos e consumo frágil.
- Em resumo: rentabilidade despenca enquanto a sucessão familiar continua indefinida.
Lucro comprimido e dívida na mira dos gestores
Na carta de administração de 2025, a companhia classificou o período como “economicamente desafiador” e priorizou redução de passivos e criação de um braço logístico próprio. Segundo levantamento da Reuters, varejistas com margens abaixo de 3% tendem a sofrer cortes de rating quando a Selic supera os dois dígitos, como ocorreu durante quase todo o ano passado.
A Pernambucanas terminou 2024 com 470 lojas, 11 mil funcionários e ticket médio 4,1% maior, mas ainda distante da receita da Magalu, que somou R$ 47,28 bilhões no mesmo período.
Sucessão familiar trava expansão de longo prazo
A disputa pelo comando, detonada após o AVC de Anita Harley em 2016, continua sem solução definitiva. Desde então, três CEOs sem vínculo sanguíneo passaram pela cadeira, o que especialistas classificam como “governança truncada”. Para Alberto Serrentino, sócio do RTT, a falta de “visão de longo prazo” custou à rede a liderança perdida nas décadas de 1990.
A incerteza vem em péssima hora: o varejo brasileiro cresce abaixo do PIB, e medidas recentes do governo para aquecer o crédito – como o uso do FGTS Futuro – podem demorar a ganhar tração enquanto a inadimplência das famílias supera 29%, segundo Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / Memorial Herman Theodor Lundgren