Plano envolve novos data centers, acordo com SoftBank e capacitação de mão de obra
Microsoft – Em anúncio feito recentemente, a companhia destinou US$ 10 bilhões a um pacote de quatro anos para turbinar a infraestrutura de nuvem e inteligência artificial no Japão, mexendo imediatamente com o mercado de tecnologia e a cadeia global de semicondutores.
- Em resumo: investimento promete ampliar capacidade de computação, treinar 1 milhão de engenheiros e reforçar a segurança cibernética japonesa.
Corrida por chips e nuvem esquenta na Ásia
Em parceria com a Sakura Internet e a operadora SoftBank, a Microsoft terá acesso a GPUs de última geração, reforçando sua posição frente a Amazon e Google na região. De acordo com dados da Bloomberg, as ações da Sakura dispararam 20% logo após o comunicado, sinalizando a aposta dos investidores no potencial de expansão da IA oriental.
“Não construímos esse tipo de estrutura apenas na base da esperança. Fazemos isso com base em demanda clara e sinais concretos de demanda”, declarou Brad Smith, presidente da Microsoft, após encontro com a primeira-ministra Sanae Takaichi.
Energia e geopolítica desafiam megaprojetos
Especialistas alertam que a explosão de data centers, prevista para consumir até US$ 650 bilhões globais em 2024, colide com limites de oferta elétrica num momento de incerteza no Oriente Médio. Dependente de importações para 90% do petróleo, o Japão já reativou termelétricas a carvão e corre para diversificar fontes antes que gargalos energéticos encareçam ainda mais a computação em nuvem.
Além disso, o governo japonês separou 1,23 trilhão de ienes (US$ 7,7 bi) para acelerar a produção de chips avançados, mirando 30% do mercado de “IA física” até 2040. A iniciativa casa com o esforço da Microsoft de tornar o Copilot um produto premium e fechar lacunas frente ao ChatGPT da OpenAI e ao Gemini do Google.
O que você acha? A ofensiva bilionária de Redmond poderá dar ao Japão a tração que falta para rivalizar com EUA e China? Para mais análises de negócios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Microsoft