Novas ações podem reduzir alavancagem e turbinar expansão de frotas
Movida Participações – Em fato relevante divulgado na noite de 2 de abril, a locadora confirmou compromissos de subscrição que atingem o piso de R$ 500 milhões, destravando o processo de aumento de capital que pode chegar a R$ 750 milhões e aliviar sua estrutura de dívidas em meio a juros ainda elevados.
- Em resumo: empresa alcança montante mínimo exigido e prorroga direito de preferência até 17 de abril.
Como funciona o aporte e quem ganha com ele
Segundo a companhia, os recursos virão por meio da emissão de novas ações ordinárias. O reforço de caixa deve ser usado para rolar passivos de curto prazo e apoiar a compra de veículos, num momento em que o custo de financiamento pressiona toda a indústria de locação, conforme mostram dados da Reuters.
O aumento de capital “poderá atingir R$ 750 milhões, condicionado ao cumprimento de etapas precedentes”, destacou a empresa no comunicado à CVM.
Impacto no mercado: juros altos e demanda corporativa
Embora o Banco Central tenha iniciado um ciclo de cortes, a Selic segue acima de 10% ao ano, o que mantém o endividamento das locadoras em patamar historicamente caro. Ao reforçar o patrimônio, a Movida deve reduzir alavancagem, sinal bem-vindo para acionistas após a margem líquida ter avançado 64,5% no 4º trimestre, para R$ 102,3 milhões. Historicamente, captações desse porte também abrem espaço para renegociação de covenants, diminuindo risco de rating.
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Crédito da imagem: Divulgação / Movida