Mudança na tabela altera alíquota efetiva do trabalhador
Receita Federal – A atualização da tabela do Imposto de Renda para 2026, com isenção até R$ 2.428,80, muda imediatamente quanto cada empregado deixa na fonte e quanto volta no ajuste anual.
- Em resumo: quem ganha até R$ 2.428,80 segue isento; acima disso, a alíquota efetiva cai mesmo sem mudança de faixas superiores.
Como a divisão em faixas muda seu desconto na fonte
O IR continua progressivo: cada “pedaço” do salário é tributado em faixas que vão de 0% a 27,5%. Para um rendimento mensal de R$ 4.000, por exemplo, a dedução automática de R$ 607,20 derruba a base para R$ 3.392,80. Resultado: apenas R$ 114,76 de imposto, ou 2,86% da renda tributável, mostram cálculos oficiais citados pela Valor Econômico.
Para quem recebe R$ 4.000, mais de 60% do salário ainda permanece em faixas isentas ou de apenas 7,5%, preservando o poder de compra mesmo após o desconto.
Defasagem histórica e risco de avanço para faixas maiores
Desde 2015, a tabela não era corrigida integralmente pela inflação. Estudos do IBPT indicam defasagem acumulada acima de 130%. Sem novos reajustes, um simples aumento salarial igual ao INPC empurra milhares de contribuintes para alíquotas mais altas, fenômeno conhecido como “bracket creep”. O governo sinalizou que pretende revisar os limites anualmente, mas não cravou porcentuais futuros – decisão que dependerá do espaço fiscal e da arrecadação.
O que você acha? A correção na faixa de isenção já é suficiente ou será preciso novo ajuste em 2027? Para mais análises sobre finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal