Retorno do frade-artista pressiona cotações e reacende disputa por peças sacras raras
Sidival Fila – O franciscano radicado em Roma voltou a produzir em ritmo acelerado e, nos últimos meses, suas obras passaram a figurar em leilões com lances até 30% acima das estimativas iniciais, impacto sentido sobretudo por galerias brasileiras.
- Em resumo: a retomada do artista impulsiona preços e coloca o nicho de arte sacra novamente no radar de fundos e colecionadores.
Ascensão de peças sacras no portfólio de colecionadores
O segmento religioso, historicamente menos volátil que arte contemporânea pop, ganhou tração após a pandemia. Segundo relatório da Bloomberg, o mercado global de arte movimentou US$ 67,8 bilhões em 2023, alta de 3% ano a ano, e especialistas atribuem parte desse avanço à busca por ativos tangíveis contra a inflação.
Leilões recentes em Milão venderam telas de Fila por até €120 mil, novo teto para o artista e 25% acima do valor de 2022.
Por que o retorno de Fila mexe com galerias e leilões
Além do ineditismo da produção – que envolve linho italiano do século XVIII costurado a pigmentos naturais – o frade tem presença confirmada em especial da Band na próxima quaresma, o que deve ampliar a visibilidade doméstica. Curadores apontam que cada aparição pública gera efeito imediato de demanda, reduzindo oferta nos salões europeus.
Nesse contexto, fundos de investimento em obras de impacto social observam o potencial de valorização aliado ao caráter filantrópico: parte da renda é enviada à Sidival Fila Philanthropic Foundation para projetos na África e na América Latina, reforçando o componente ESG, hoje determinante em várias teses de alocação.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sidival Fila Philanthropic Foundation