Do palácio de verão de Dom Pedro II ao polo cervejeiro que aquece a serra fluminense
Petrópolis – A cidade serrana fundada em 1843 por ordem de Dom Pedro II virou ativo econômico estratégico para o turismo do Rio de Janeiro, sustentando temporada de inverno lotada, festival que reúne mais de 500 mil pessoas e uma cadeia de hotelaria e gastronomia em plena expansão.
- Em resumo: patrimônio imperial, clima ameno e eventos de massa puxam investimentos no setor de serviços.
Raízes imperiais sustentam turismo premium
O traçado urbano encomendado ao engenheiro alemão Julius Friedrich Koeler – com canais, alamedas de plátanos e casarões do século XIX – transformou a cidade em vitrine histórica preservada. De maio a agosto, taxa média de ocupação hoteleira ultrapassa 80%, segundo levantamento citado pelo Valor Econômico, puxada por visitantes que buscam clima frio e roteiros culturais.
Relatório da TurisRio estima que cada turista gaste, em média, R$ 650 por dia no município durante a alta temporada de inverno.
Festa alemã injeta liquidez e abre espaço para novas marcas
Maior vitrine dessa engrenagem é a Bauernfest, que sozinha atrai cerca de 500 mil pessoas e injeta capital no comércio local. A concentração de microcervejarias – liderada pela centenária Bohemia, fundada em 1853 – puxou um ecossistema que já soma 40 rótulos artesanais, ampliando margens para bares, pousadas e operadoras de turismo.
Para investidores do setor imobiliário, a combinação de preservação histórica com demanda de curto prazo elevou o valor do metro quadrado residencial no centro histórico em 18% nos últimos três anos, segundo dados da Secovi Rio. O movimento anima lançamentos boutique e retrofit de casarões em hotéis de charme.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Petrópolis