Cerimônia testará clima eleitoral e pode redefinir apostas de risco-país
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Nesta terça-feira, a posse de Kassio Nunes Marques à frente da Corte aproximará, pela primeira vez como pré-candidatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, acendendo o radar dos gestores que já tratam 2026 como variável de preço no câmbio e na curva de juros.
- Em resumo: Sondagem Meio/Ideia mostra Flávio com 45,3% e Lula com 44,7% num eventual segundo turno, empate dentro da margem de erro.
Encontro carregado de simbolismo político
Além de ministros do STF e líderes partidários, a cerimônia contará com dois magistrados indicados por Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, reforçando a leitura de que o bolsonarismo terá voz na Justiça Eleitoral. Conforme destacou a Reuters, a antecipação da corrida eleitoral costuma elevar a volatilidade dos ativos brasileiros.
A pesquisa divulgada na última semana atribuiu 45,3% das intenções de voto a Flávio Bolsonaro contra 44,7% de Lula, diferença inferior aos 2,5 pontos de margem de erro — um virtual empate técnico.
Por que o mercado já precifica a corrida de 2026
A disputa entre um presidente em exercício e o herdeiro político do ex-mandatário tende a reabrir debates sobre teto de gastos, reformas estruturais e independência do Banco Central. Em 2022, a troca de governo provocou desvalorização de 5% no Ibovespa entre o primeiro e o segundo turnos; gestores temem movimento semelhante caso a polarização se acirre. Relatórios de casas como JPMorgan projetam prêmio adicional de risco de até 80 bps na curva de DI se o cenário continuar indefinido.
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Crédito da imagem: Divulgação / STF