Mercado vê pausa nos cortes de juros e dólar supera R$ 5,07
Banco Central do Brasil – A possibilidade de encerrar mais cedo o ciclo de queda da Selic ganhou força após grandes casas de análise revisarem para cima a taxa terminal, colocando pressão imediata sobre ações locais e sobre o bolso do investidor.
- Em resumo: Ibovespa caiu 2,22%, tocando 170 mil pontos, enquanto o dólar avançou 1,15%.
Tarifa norte-americana acende alerta e amplia fuga de capital
O anúncio da Casa Branca de sobretaxas de até 12,5% sobre aço brasileiro e de outros 58 países reativou temores protecionistas que estavam adormecidos. Segundo a Reuters, o movimento reflete a estratégia dos EUA de blindar seu mercado interno, elevando a incerteza sobre exportações da Vale e de siderúrgicas listadas em São Paulo.
“O BTG Pactual agora projeta Selic em 14,25% para 2026 e 12,50% em 2027, citando mudança no tom do Copom”, destaca relatório assinado por Tiago Berriel.
Por que a renda fixa volta a brilhar no radar do investidor
Com a curva de juros abrindo, títulos indexados ao IPCA voltaram a oferecer retornos reais próximos de 7% ao ano, patamar não visto desde a turbulência anterior à pandemia. Historicamente, esse nível costuma redirecionar parte do fluxo que deixaria a bolsa para produtos conservadores, pressionando múltiplos de empresas expostas ao consumo doméstico.
No front externo, a combinação de petróleo mais caro e dólar firme sustenta apostas de inflação global resiliente, cenário que dificulta cortes agressivos também pelo Federal Reserve. Esse pano de fundo empurra gestores a recalibrar carteiras, favorecendo setores dolarizados e exportadores menos atingidos pela nova tarifa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central