Mercado enxerga afrouxamento limitado enquanto petróleo segue acima de US$ 100
Banco Central – A poucos dias da reunião do Copom de 29 de abril, a maior parte dos investidores já precifica um corte de 0,25 ponto, levando a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano, mas o caminho à frente ficou nebuloso com o encarecimento do petróleo e a escalada no Oriente Médio.
- Em resumo: 90% do mercado aposta no corte mínimo; continuidade depende do fim do conflito.
Guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e inflação
Desde que o Estreito de Ormuz foi bloqueado, o barril se manteve perto de US$ 100, impulsionando projeções de IPCA para 4,86% em 2026, segundo o Focus. A Reuters mostra que cada alta de US$ 10 no petróleo adiciona até 0,4 p.p. na inflação brasileira, reduzindo a margem do BC para cortes adicionais (fonte internacional).
“A combinação de inflação em alta, expectativas deterioradas e risco externo elevado limita a velocidade de queda dos juros”, escreveu a equipe do BTG Pactual, prevendo Selic em 13% no fim de 2026.
Trajetória dos juros até 2026: o que está em jogo
Mesmo após o provável alívio desta semana, a Selic segue no maior patamar em quase duas décadas. Em 2021, a taxa chegou a tocar 2% a.a.; hoje, custa sete vezes mais. Para voltar a 13%–nível visto antes da guerra–o BC precisará de sinais claros de desaceleração de preços e de trégua geopolítica. Qualquer agravamento do conflito ou nova disparada do petróleo pode empurrar os cortes para 2027.
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