Pressão por metas e jornadas extensas elevam risco de colapso humano e financeiro
Organização Internacional do Trabalho (OIT) – Em relatório divulgado recentemente, a agência calcula que a combinação de horas extras crônicas, insegurança no emprego e assédio resulta em 840 mil mortes por ano e consome 1,37% do PIB global, impactando diretamente margens de lucro e contas públicas.
- Em resumo: Riscos psicossociais no trabalho já custam 45 milhões de anos de vida saudável anualmente.
Perdas bilionárias que investidores ainda ignoram
De acordo com a OIT, doenças cardiovasculares e transtornos mentais ligados ao ambiente profissional multiplicam gastos médicos e reduzem produtividade. Um levantamento da Reuters estima que afastamentos por estresse podem restringir o potencial de crescimento econômico, afetando valuations de empresas intensivas em mão de obra.
A cada ano, quase 45 milhões de anos de vida saudável se perdem por doença, incapacidade ou morte prematura relacionada ao trabalho, revela o documento da OIT.
Brasil adia norma e amplia risco fiscal
No cenário doméstico, a atualização da NR-1, que permitiria multar companhias por metas abusivas e falta de suporte psicológico, foi postergada para maio de 2026. O Ministério do Trabalho estuda novo adiamento, mesmo após o país registrar mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, com impacto bilionário no INSS.
Especialistas lembram que iniciativas como jornadas flexíveis, limites ao e-mail fora do expediente e programas de bem-estar corporativo geraram ganho de até 4% na produtividade em economias que adotaram regulações semelhantes durante a última década, segundo dados compilados pela OCDE.
O que você acha? A postergação da fiscalização pode custar mais caro do que adequar processos agora? Para mais análises sobre mercado de trabalho e finanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Freepik / Reprodução