Carteira de junho ganha perfil defensivo após correção recente da Bolsa
BTG Pactual — O banco revisou sua carteira recomendada na esteira da forte queda de maio, sinalizando rota de fuga para quem busca proteger capital e, ainda assim, bater o Ibovespa.
- Em resumo: Nubank (ROXO34) sai, Itaú (ITUB4) entra com 15%, enquanto o bloco de utilities sobe a 30%.
Itaú ocupa o espaço do Nubank em ambiente de crédito mais duro
Os estrategistas do BTG alegam que a solidez de balanço do Itaú e o desconto gerado pela correção recente justificam a troca. Segundo o relatório citado pela Reuters, a tendência é de menor apetite por risco em bancos digitais até que o ciclo de juros volte a afrouxar.
Em maio, a carteira recuou 7,53%, ligeiramente pior que a queda de 7,20% do Ibovespa, mas ainda sobe 3,9% no acumulado de 2026.
Utilities assumem 30% do portfólio e funcionam como “escudo” inflacionário
Com Equatorial (EQTL3) retomando lugar na seleção e pesos mantidos para Axia (AXIA3) e Eneva (ENEV3), o BTG prioriza geração de caixa previsível, repasse de inflação e dividendo estável — atributos valorizados num cenário de Selic a 10,50% e inflação resistente.
A diminuição do peso de Petrobras (PETR4) para 10% reflete cautela com a oscilação do petróleo, enquanto Localiza (RENT3) perde espaço para equilibrar risco setorial.
O que você acha? A estratégia mais conservadora do BTG faz sentido para seu portfólio ou é hora de buscar pechinchas em papéis mais voláteis? Para acompanhar outras carteiras e análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual