Nova exigência digital pode alongar filas e atrasar pagamentos
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – A autarquia prepara filtros automáticos que, a partir de 2026, travarão o andamento de qualquer pedido de aposentadoria, pensão ou auxílio se o segurado não tiver biometria registrada em documento oficial. A regra mira fraudes, mas quem não se antecipar corre o risco de ver o benefício congelado por tempo indeterminado.
- Em resumo: sem impressão digital vinculada à CIN, CNH ou título de eleitor, o sistema nem inicia a análise do requerimento.
Por que a biometria virou filtro obrigatório nos pedidos
O pente-fino eletrônico cruza a base do INSS com cadastros de identificação civil. De acordo com levantamento citado pelo G1 Economia, quase 8% dos 38 milhões de segurados ativos ainda não têm coleta biométrica válida, percentual suficiente para gerar um gargalo de quase 200 mil processos por mês a partir da virada de 2026.
Até 2028, a Carteira de Identidade Nacional será a referência primária; quem não atualizar documentos dentro do prazo deverá agendar coleta presencial antes mesmo de protocolar o benefício.
Impacto para segurados e para o caixa da Previdência
A fila de análise de benefícios já soma cerca de 1,3 milhão de pedidos. Caso parte desse grupo precise refazer documentação, o prazo médio – hoje em 68 dias – pode dobrar, pressionando o gasto com atrasados e elevando a despesa previdenciária estimada em R$ 868 bilhões para 2026, conforme projeções do Ministério da Fazenda. Além disso, a digitalização obrigatória casa com o esforço do governo em reduzir fraudes, que custaram R$ 4,3 bilhões ao erário em 2023, segundo dados consolidados pelo Tribunal de Contas da União.
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Crédito da imagem: Divulgação / INSS