Estreito de Ormuz reabre e volatilidade dispara no mercado de energia
Petróleo Brent – O barril perdeu 13,7% e tocou US$ 94,26 na manhã desta quarta-feira (8), segundo transmissão da Band às 7h26 (horário de Brasília), depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, firmou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã para garantir o fluxo no Estreito de Ormuz.
- Em resumo: a trégua libera até 13 milhões de barris/dia antes retidos, puxando Brent e WTI abaixo de US$ 100.
Pausa de 14 dias derrete contratos futuros
Minutos após o anúncio, tanto o Brent quanto o WTI recuaram para o patamar de dois dígitos, movimento não visto desde a escalada bélica de março. De acordo com a Reuters, o diesel europeu também cedeu 17,8%, negociado a US$ 1.256,25 por tonelada.
“Em teoria, os 10 a 13 milhões de barris por dia de oferta retidos atrás do Estreito deveriam agora ser liberados gradualmente”, projetou Tamas Varga, da PVM Oil.
Impacto na bomba, no câmbio e na inflação
O alívio imediato tende a conter pressões sobre combustíveis no curto prazo; em 2023, a gasolina brasileira subiu 5,6% quando o Brent flertou com US$ 120. A retomada do fornecimento também reduz o prêmio de risco embutido no dólar, favorecendo importadores e a balança comercial. No entanto, analistas alertam que a ameaça de novos bloqueios ao Estreito de Ormuz—rota de 20% do petróleo global—pode manter a volatilidade elevada nas próximas semanas, especialmente à medida que os bancos centrais ainda lutam contra a inflação persistente em economias avançadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters