Alta turbinada por commodities e fluxo estrangeiro reacende apetite por risco
Ibovespa avançou até 1,41% recentemente, para 194.916 pontos, superando o recorde da véspera e ficando a poucos passos da barreira psicológica dos 195 mil. O movimento contrasta com o clima cauteloso em Wall Street e reforça a atratividade da B3 em um momento de juro real elevado e dólar mais fraco.
- Em resumo: fluxo estrangeiro mira ações de energia e bancos enquanto dólar cai a R$ 5,08.
Petrobras e grandes bancos lideram a festa
Na ponta compradora, PETR4 saltou mais de 4% após o JPMorgan reforçar recomendação de compra e elevar preço-alvo dos ADRs. A força das blue chips foi ampliada pelos ganhos de Itaú, Bradesco e Santander, beneficiados da curva de juros mais suave.
Índice fechou com volume financeiro de R$ 41,8 bi — 25% acima da média de 2026, evidenciando entrada de capital externo.
Contexto macro: juro real gordo e petróleo perto de US$ 100
A recuperação do petróleo Brent para a casa de US$ 98, diante do bloqueio parcial no Estreito de Ormuz, deu fôlego extra ao setor de óleo e gás. Paralelamente, o IPCA em desaceleração mantém a Selic projetada em 10,50% no fim do ano, garantindo carry trade atrativo e empurrando o dólar para baixo. Esse quadro reforça o descolamento positivo da Bolsa brasileira em relação às praças globais.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3