Aquisição expande cadeia ocidental de ímãs para carros elétricos
USA Rare Earth — A gigante norte-americana anunciou, em 20 de abril, a compra da brasileira Serra Verde Group por US$ 2,8 bilhões, movimento que mexe diretamente na oferta global de terras raras e pode encarecer ou baratear componentes de alta-tecnologia no curto prazo.
- Em resumo: negócio bilionário garante aos EUA a única fonte em escala, fora da Ásia, dos quatro elementos magnéticos de terras raras.
Combinação de ativos cria gigante integrada
A operação une mina, processamento e futura fabricação de ímãs em uma só companhia, segundo dados divulgados pela Reuters. O pagamento envolverá US$ 300 milhões em caixa e 126,8 milhões de novas ações emitidas aos atuais sócios da Serra Verde.
“A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala”, afirmou Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.
Risco geopolítico: Washington acelera independência da cadeia
O acordo acontece no rastro de incentivos do governo dos EUA — que já aprovou US$ 1,6 bilhão em financiamento para a compradora — e da corrida ocidental para reduzir a fatia de 70% da China nas exportações globais desses minerais. Além de turbinar veículos elétricos e turbinas eólicas, as terras raras são críticas para sistemas de defesa, setor em que o Pentágono teme gargalos desde 2020.
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Crédito da imagem: Divulgação / Serra Verde