Por que o real pode ganhar ainda mais fôlego nos próximos meses
dólar — Mesmo depois de tocar R$ 4,9616 às 10h47 desta quarta-feira (22), analistas do BTG Pactual e da XP Investimentos veem espaço para a moeda norte-americana recuar até R$ 4,80, cenário que mexe diretamente com os custos de importadores, turistas e empresas expostas ao câmbio.
- Em resumo: BTG e XP confirmam viés de queda e enxergam suportes entre R$ 4,87 e R$ 4,80.
Fluxo estrangeiro reforça pressão vendedora
Segundo a XP, a rotação global de capitais ganhou tração desde o “tarifaço” dos EUA em 2025, elevando o real em dados da Reuters 12,8% no ano passado. O Brasil, visto como “porto seguro relativo” diante da geopolítica turbulenta, passou a atrair recursos em busca de rendimentos maiores que os disponíveis nos Treasuries.
“O aumento da volatilidade e a perda de suportes relevantes reforçam o cenário de tendência de baixa”, observa o BTG, que destaca resistências em R$ 5,1470 e R$ 5,1950.
Impacto direto no bolso e na estratégia de investimento
Um dólar mais fraco reduz pressões inflacionárias de bens importados e abre espaço para o Banco Central calibrar cortes de juros sem comprometer a desinflação. Para empresas endividadas em moeda forte, a queda melhora o balanço. Já quem exporta pode sofrer compressão de margens, enquanto viajantes ganham poder de compra imediato.
No horizonte eleitoral de 2026, a XP projeta R$ 5,30 por dólar, mas com “viés de baixa” caso o ambiente favorável persista. Historicamente, anos de fluxo robusto para emergentes costumam fortalecer divisas locais até que fatores fiscais ou políticos revertam o quadro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central