Por que a arquitetura do negócio virou a peça que falta para lucrar com IA
Red Hat – Em meio à corrida por inteligência artificial, executivos latino-americanos admitem que modelos poderosos não bastam: sem arquitetura alinhada ao negócio, o investimento de bilhões fica no limbo.
- Em resumo: apenas 5% dos pilotos de IA viram resultado corporativo, mesmo com gastos que devem somar US$ 2,52 trilhões neste ano.
Um rombo bilionário escondido na infraestrutura
Levantamento do Gartner citado pela Reuters projeta alta de 44% nos aportes globais em IA em 2024, com US$ 401 bilhões só em infraestrutura. Mas o gap persiste: dados fragmentados, APIs soltas e governança tardia emperram o retorno.
“Modelos evoluem rápido; a arquitetura ao redor deles, não”, resume Alexandre Duarte, vice-presidente da Red Hat para a América Latina.
Dados unificados: a nova métrica de sobrevivência
O MIT aponta que 95% dos projetos ficam estagnados porque marketing, vendas e atendimento operam versões distintas do mesmo cliente. Harmonizar perfis, padronizar integrações e colocar governança nativa passaram a ser KPI prioritário — sobretudo em mercados regulados como o brasileiro, que já enfrenta custo de capital elevado e pressão por eficiência.
Num cenário de juros ainda restritivos e produtividade patinando, especialistas lembram que cada ponto percentual de melhoria operacional impulsionado por IA pode ampliar margens e destravar caixa para inovação futura.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images