Analistas estimam avanço de até 10% nos preços internos do aço
Gecex – A renovação do regime de tarifa-cota para importação de aço foi confirmada recentemente e manteve a alíquota de 25% fora dos limites pré-definidos, reduzindo, porém, o volume que cada NCM pode trazer do exterior. A medida tende a apertar a oferta e já alimenta projeções de ganho operacional para siderúrgicas listadas.
- Em resumo: tarifa segue em 25% fora da cota, mas com cotas menores, o que pressiona preços domésticos.
Por que a nova cota favorece CSN, Gerdau e Usiminas
Com menos aço estrangeiro entrando no país, analistas do Goldman Sachs enxergam espaço para reajustes graduais, mesmo com a demanda ainda morna. Segundo a Reuters, o cenário de competição reduzida em 2024 já vinha sustentando margens locais.
Cada 1% de aumento no preço realizado pode elevar o EBITDA da CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) entre 2% e 8%, calcula o Goldman Sachs, que ainda vê potencial adicional de alta de 5% a 10% nas próximas rodadas de reajuste.
Oferta enxuta, dólar firme e tensão geopolítica elevam risco-prêmio
O mercado global de aço opera sob incerteza: a guerra no Oriente Médio encarece fretes, enquanto a desaceleração da China mantém o excedente asiático sob vigilância. No front interno, o Banco Central projeta expansão moderada do PIB industrial este ano, mas o câmbio perto de R$ 5,15 torna a importação menos vantajosa, reforçando a efetividade da tarifa.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS