Procuração eletrônica evita dores de cabeça e protege seus dados fiscais
Receita Federal – A poucos meses do novo calendário de Imposto de Renda, cresce o número de contribuintes que recebem do contador um pedido inusitado: a senha do portal gov.br. Embora pareça atalho prático, ceder o login expõe informações sensíveis e contraria recomendações de segurança digital.
- Em resumo: Profissional pode declarar seu IR 2026 sem conhecer sua senha; a solução formal é a procuração eletrônica.
O que realmente habilita o contador na Receita
Pela regra vigente, o contador precisa apenas de uma procuração eletrônica, documento que o próprio contribuinte gera em poucos cliques no e-CAC. O processo, detalhado no site da Receita Federal, concede poderes limitados e rastreáveis, mantendo o histórico de acessos vinculado ao profissional, não ao cliente.
“Apesar de precisar de alguns ‘poderes’ para elaborar a declaração, o profissional não precisa da senha”, esclarece a Receita Federal em nota oficial.
Compartilhar login: impacto no bolso e risco jurídico
Ao entregar o usuário e senha, o contribuinte viola os termos de uso do gov.br e perde a trilha de auditoria prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Em caso de erro ou fraude, a responsabilidade recai sobre quem cedeu o acesso irrestrito, podendo gerar multas de até R$ 50 milhões por infração, além de autuações fiscais.
Especialistas lembram que o ambiente digital da Receita já acumula mais de 150 milhões de cadastros e movimentou, apenas em 2023, cerca de R$ 2,5 trilhões em declarações. Com ataques cibernéticos em alta e juros ainda elevados, qualquer deslize fiscal pode respingar na pontuação de crédito e encarecer financiamentos, fator que pesa no planejamento familiar em 2024.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal