Sucessor de Buffett sinaliza investidas usando o maior cofre da história do conglomerado
Berkshire Hathaway – Na primeira assembleia anual conduzida por Greg Abel, o conglomerado exibiu um caixa sem precedentes de US$ 381,1 bilhões, valor que reforça a expectativa de aquisições de peso e mantém o mercado em compasso de espera.
- Em resumo: a Berkshire é vendedora líquida de ações há 14 trimestres e, mesmo assim, elevou o caixa em quase 2%.
Lista de compras pronta — preço certo ainda é condição
Abel confirmou que mantém um “roteiro” de empresas-alvo e, tal qual Warren Buffett, só apertará o gatilho quando as avaliações caírem a patamares atrativos. A postura conservadora não impediu a recompra de mais de US$ 200 milhões em ações da própria Berkshire no trimestre, movimento que, segundo dados da Reuters, reforça confiança interna no longo prazo.
“O nosso foco continua sendo adquirir negócios operacionais de alta qualidade, em vez de aumentar exposição a títulos do Tesouro”, reiterou Abel diante dos acionistas.
Impacto potencial: de Wall Street ao bolso do investidor comum
Um cheque de US$ 381 bilhões equivale a quase 10% de todo o fluxo global de fusões em 2025, segundo cálculos da Refinitiv. Caso a Berkshire converta parte desse arsenal em compras, setores como energia, seguros e transporte podem registrar prêmios de avaliação, puxando índices e ETFs correlacionados.
No pano de fundo, juros elevados nos EUA encarecem o crédito e reduzem múltiplos, abrindo brechas para aquisições barganhadas. Historicamente, a Berkshire acelerou investimentos em ciclos semelhantes: em 2008, por exemplo, injetou capital em bancos quando o sistema financeiro estava fragilizado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Berkshire Hathaway
Transmissão: Record