Parcelamentos longos e ofertas relâmpago viram armadilha no e-commerce brasileiro
Banco Central do Brasil – Dados recentes mostram que o crédito rotativo do cartão chegou a R$ 109,65 bilhões no 1º trimestre, com juros de 428,3% ao ano, enquanto apps de varejo oferecem financiamento próprio e alimentam o ciclo de endividamento.
- Em resumo: 80,4% das famílias já carregam dívidas, e o consumo por impulso no celular acelera o problema.
Compulsão encontra crédito fácil dentro dos aplicativos
Plataformas como TikTok, Shopee e Mercado Livre expandem sistemas de pagamento internos; o contato do TikTok com o BC para virar instituição financeira ilustra essa tendência. Especialistas alertam que a jornada de compra sem fricção diminui o “tempo de reflexão” e empurra o usuário diretamente para o parcelamento.
O uso do rotativo do cartão, linha mais cara do mercado, cresceu 9,7% ante o ano passado – taxa de 428,3% ao ano, segundo o BC.
Efeito cascata: juros em cascata corroem a renda das famílias
Com a taxa Selic ainda em dois dígitos e a inflação rondando o centro da meta, cada real atrasado no cartão vira bola de neve. Educadores financeiros lembram que a “sensação de parcela pequena” mascara custos embutidos e compromete o orçamento futuro, sobretudo quando o aplicativo já libera novo limite antes mesmo de a fatura vencer.
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