Banco mira parcerias acadêmicas e hubs asiáticos para acelerar tech
Itaú Unibanco – Na última semana, o maior banco da América Latina iniciou uma maratona internacional liderada por Carlos Eduardo Mazzei, diretor do recém-criado Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), para captar tendências que possam virar produtos digitais e reduzir custos operacionais.
- Em resumo: Giro por EUA e Ásia conecta o ICT a polos de vanguarda e mira atrair talentos ao ecossistema do Itaú.
De Stanford ao Vale do Silício: por que o ICT saiu do papel
Nos corredores da Stanford University, Mazzei apresentou a estrutura do instituto, inaugurado em 2023, e negociou intercâmbio de pesquisadores. Segundo a Reuters, o banco já destina parte relevante dos R$ 10 bilhões anuais de seu orçamento de tecnologia a projetos de open finance e inteligência artificial.
“O objetivo é encurtar o tempo entre pesquisa acadêmica e aplicação comercial”, afirmou o executivo a investidores, projetando reduzir em até 20% o ciclo de desenvolvimento de novos produtos.
Ásia no radar: lições de China e Cingapura para escalar soluções
Em junho, a comitiva aterrissa em Shenzhen, berço de gigantes como Tencent, e depois segue para Cingapura, onde a sandbox regulatória já atraiu 1.600 fintechs. A missão ocorre enquanto concorrentes como Nubank e Mercado Pago pressionam margens, forçando agilidade em pagamentos instantâneos e crédito personalizado.
Dados do Banco Central indicam que transações via PIX somaram R$ 17,2 tri em 2023, alta de 75% sobre o ano anterior. Ao integrar IA a esse tráfego, o Itaú busca capturar novas frentes de receita em seguros, investimentos e corporate banking.
O que você acha? A imersão global do banco renderá vantagem real ou apenas empatará o jogo com as fintechs? Para mais análises sobre o movimento dos grandes bancos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Itaú Unibanco