Preocupação produtiva surge como “seguro de vida” natural, revelam cientistas
Biobanco do Reino Unido – A base que reúne exames, imagens cerebrais e histórico clínico de meio milhão de pessoas apontou, em análise divulgada recentemente, que a ansiedade focada em solução de problemas (ERIS) está ligada a maior expectativa de vida e a menos incidentes de saúde graves.
- Em resumo: quem se preocupa de forma moderada consulta médicos antes, evita riscos e, por isso, vive mais.
O lado útil do neuroticismo: vigilância que salva
A pesquisa separou o “sofrimento emocional” da preocupação ativa. Só o segundo componente mostrou ganhos de longevidade, remetendo à ideia de que um leve estado de alerta mantém o corpo – e o bolso – protegidos contra surpresas médicas onerosas. Um relatório da Reuters estima que ausências ligadas a saúde mental custam 4% do PIB anual em países desenvolvidos, reforçando a relevância econômica do tema.
“Sentir-se moderadamente preocupado, mantendo a estabilidade emocional, pode de fato ser um dom da natureza para a longevidade”, destacaram os autores ao site da revista Inc.
Impacto para líderes e empresas
Para gestores, o achado é um alerta: culturas corporativas que pregam otimismo tóxico podem mascarar riscos operacionais e sanitários. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cada dólar investido em prevenção de transtornos de ansiedade retorna quatro dólares em produtividade. No ambiente de negócios brasileiro, onde afastamentos por estresse cresceram 30% nos últimos cinco anos, a preocupação produtiva pode funcionar como política de redução de custos médicos e de turnover.
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