Agenda cheia de indicadores promete testes de nervos para quem investe
Banco Central do Brasil (BCB) – A divulgação do IBC-Br de março, prevista para esta segunda-feira (18), deve apontar retração de 0,5% e pode redefinir as apostas sobre o ritmo da economia logo antes do PIB oficial do 1º tri.
- Em resumo: Prévia do PIB indica freio na atividade; ata do Fed, na quarta, pode mudar a curva de juros global.
IBC-Br acende sinal amarelo para o crescimento doméstico
O indicador composto pelo BCB consolida produção, serviços e comércio. Caso o recuo projetado pelo Bradesco se confirme, será o primeiro resultado negativo desde novembro e reforçará a leitura de desaceleração após o choque de preços provocado pelo conflito no Oriente Médio, segundo dados compilados pela Reuters.
Bradesco prevê queda de 0,5% na comparação mensal e alta de 1,3% no trimestre contra o período anterior.
Ata do Fomc: corte adiado ou aperto adicional à vista?
A ata da reunião de maio do Federal Reserve chega na quarta-feira (20) e será dissecada em busca de qualquer pista sobre o próximo movimento nos Fed Funds. A incerteza ganhou força após os recentes dados de inflação dos EUA, que reduziram a probabilidade de cortes ainda no 1º semestre. Se o documento vier mais duro, o dólar tende a ganhar força e pressiona a balança cambial brasileira, justamente quando a Selic recua para 10,50% ao ano.
No exterior, as prévias dos PMIs da zona do euro e da Alemanha (quinta) e o índice de confiança da Universidade de Michigan (sexta) completam o panorama. Somados, esses números podem redefinir as expectativas para o crescimento global em 2025, ano de provável desaceleração sincronizada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil