Mudança abre concorrência e promete aliviar custos de bares e restaurantes
Governo Federal – Desde a última segunda-feira (11), os cartões de vale-refeição e vale-alimentação Alelo, Pluxee, Ticket e VR começaram a ser processados por mais operadores de maquininhas, graças ao decreto 12.712/2025. A ampliação da rede pode cortar recusas na hora do pagamento e, de quebra, apertar a margem das operadoras, beneficiando diretamente trabalhadores e comerciantes.
- Em resumo: cartões das principais bandeiras já passam em mais terminais e as taxas cobradas dos estabelecimentos estão limitadas a 3,6%.
Por que seu cartão será aceito em mais lugares
Até então, cada emissora concentrava emissão, credenciamento e processamento. Com a abertura, essas etapas podem ser executadas por empresas diferentes, algo semelhante ao modelo das bandeiras de crédito. Segundo apuração do Valor Econômico, a regra força interoperabilidade total a partir de novembro, quando qualquer cartão deverá ser aceito em qualquer maquininha.
Em novembro, a interoperabilidade será plena: “todos os cartões, de todas as emissoras, em todas as maquininhas”, determina o decreto 12.712/2025.
Impacto para comerciantes, trabalhadores e mercado
Para os cerca de 22 milhões de brasileiros que recebem o benefício, a novidade chega num momento de inflação acumulada de 3,93% nos alimentos em 12 meses, conforme o IBGE. O limite de 3,6% nas taxas e o repasse em até 15 dias aliviam fluxo de caixa de pequenos restaurantes, que vinham operando com margens pressionadas pela alta de custos pós-pandemia.
Especialistas veem ainda um efeito competitivo: emissores menores, que entram na segunda fase da regulamentação, podem disputar mercado oferecendo cashback ou descontos. Para investidores, o setor de benefícios deve experimentar consolidação, já que players precisarão ganhar escala para sustentar rentabilidade sob teto de tarifas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério do Trabalho e Emprego