Nova checagem digital promete salvar bilhões em aposentadorias de golpes
INSS – A autarquia iniciou, nesta terça-feira (19), a exigência de reconhecimento facial para liberar empréstimos consignados de aposentados e pensionistas, medida que fecha brechas para fraudes e pode mexer com um mercado que gira mais de R$ 250 bilhões ao ano.
- Em resumo: sem selfie validada em até 5 dias, o contrato é automaticamente cancelado.
Reconhecimento facial vira fase obrigatória da contratação
Agora, o banco envia a proposta de crédito ao sistema Meu INSS, onde o status aparece como “pendente de confirmação”. O segurado entra no app, faz a selfie e, em segundos, recebe retorno. Caso ignore o procedimento, a operação é anulada. A regra cumpre a Lei 15.327/2026 e segue recomendações do Tribunal de Contas da União, que já alertava para fraudes em série no setor. Segundo levantamento publicado pela Reuters, perdas com golpes em benefícios previdenciários ultrapassaram R$ 2,5 bilhões em 2024.
“Qualquer empréstimo sem validação biométrica ou feito por telefone será considerado nulo”, detalhou o INSS, em nota técnica.
Prazo maior, carência e margem menor: o que muda no bolso
As mudanças vêm na esteira da MP 1.355/2026, que relançou o programa Desenrola Brasil e redesenhou o consignado:
• Prazo máximo de pagamento sobe de 96 para 108 meses, barateando a parcela.
• Carência de até 3 meses para começar a pagar.
• Margem consignável desce de 45% para 40% da renda – alívio para o endividamento crônico de idosos.
Especialistas veem a combinação margem menor + biometria como freio ao superendividamento. Dados do Banco Central mostram que a taxa média do consignado do INSS fechou abril em 1,68% ao mês, quase metade do crédito pessoal tradicional. Porém, com a Selic ainda em 10,50% e perspectiva de cortes limitados, a concorrência entre bancos pelo público sênior deve se intensificar.
O que você acha? A nova exigência aumentará a segurança ou dificultará o acesso ao crédito para quem mais precisa? Para mais análises sobre finanças pessoais, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / INSS