Novo estudo escancara o preço invisível do preconceito corporativo
Empresas brasileiras — Dados recentes expõem que o capacitismo somado à maternidade está bloqueando avanços salariais e posições de liderança para milhares de profissionais, ameaçando a produtividade e a imagem corporativa.
- Em resumo: 70% das mulheres com deficiência afirmam jamais ter sido promovidas, apesar de entregas comprovadas.
Capacitismo trava ascensão profissional e custa caro às companhias
Segundo o relatório “Radar da Inclusão 2025 — Recorte de Gênero”, 86% das pessoas com deficiência já viveram episódios de discriminação no trabalho, número que sobe para 89% no universo feminino. A pesquisa ainda mostra que 78% enfrentam barreiras já no processo seletivo, quadro que se agrava quando a candidata está grávida ou é mãe. Esse gargalo se traduz em perda de talento e aumento de rotatividade, como aponta análise do Valor Econômico sobre custos de turnover.
“Duas em cada três pessoas com deficiência nunca foram promovidas; entre as mulheres, o índice salta para 70%”, destaca o relatório.
Incluir é lucrativo: diversidade impulsiona retorno sobre o capital
Consultorias globais, como a McKinsey, já associam equipes diversas a margens operacionais até 25% superiores. Ao oferecer regime híbrido, metas alinhadas ao ciclo materno e políticas de mentoring, casos como os de Daniela Sagaz e Michelle Effren provam que retenção e engajamento disparam. Além disso, incentivos fiscais federais para contratação de pessoas com deficiência — válidos desde 2022 — reduzem custo trabalhista, impactando diretamente o fluxo de caixa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Women to Watch