Sinal de exaustão nas vendas reacende debate sobre virada do mercado
Ibovespa – Nesta sexta-feira (22/5), o principal índice da B3 selou a sexta semana consecutiva de perdas, acumulando desvalorização de 11,2% desde o pico histórico de abril e fechando aos 176 mil pontos, movimento que pressiona carteiras e põe em xeque a volta dos 200 mil pontos.
- Em resumo: a maior série negativa desde 2018 coincide com fuga de capital estrangeiro e incerteza sobre juros globais.
Fluxo estrangeiro inverte e liquidez evapora
Dados da própria bolsa indicam saída líquida de R$ 11,7 bilhões apenas em maio, reduzindo o saldo anual para R$ 44,8 bilhões. Segundo levantamento da Reuters, parte desses recursos migrou para ações de tecnologia nos EUA e na Ásia, embaladas por ganhos em inteligência artificial.
Na sessão de hoje, o giro financeiro somou R$ 15,2 bilhões — cerca de 16% abaixo da média dos últimos 12 meses.
Juros teimam em subir e dólar volta a R$ 5,03
Enquanto o Brent permanece acima de US$ 100 por barril, o mercado de DI para janeiro/27 avançou a 14,08% ao ano. A inflação projetada para 2026 completou a 10ª alta seguida, segundo o Focus, levando casas como a XP a rever a Selic de 13,5% para 13,75% no fim do ano. No câmbio, o dólar ganhou 0,55% na sessão, encerrando a semana a R$ 5,03 e reduzindo a queda no ano para 8,4%.
Ormuz pode destravar o humor, mas ameaça Petrobras
O primeiro movimento de navios no Estreito de Ormuz desde o início do conflito entre EUA e Irã trouxe a esperança de cessar-fogo. Um acordo efetivo tende a derrubar o prêmio de risco global, abrindo espaço para cortes de juros no Brasil — notícia positiva para bancos, varejo e demais setores sensíveis a crédito. Em contrapartida, petroleiras como Petrobras, que respondem por quase 13% do índice, perderiam a vantagem do petróleo caro, podendo neutralizar parte da recuperação do Ibovespa.
O que você acha? A possível reabertura de Ormuz será suficiente para reverter a maré na B3 ou o aperto monetário ainda pesará mais? Para acompanhar análises diárias do mercado financeiro, visite nossa editoria.
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