Sem crédito fiscal, fornecedor do Simples pode ficar para trás na cadeia produtiva
Governo Federal – A chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) obriga micro e pequenas empresas a decidir se continuam no Simples Nacional ou migram para o regime regular, que gera créditos fiscais para clientes e fornecedores.
- Em resumo: quem mantiver o DAS não repassa crédito de IBS/CBS, podendo perder competitividade com compradores de maior porte.
Crédito fiscal vira diferencial competitivo
Na prática, empresas que adotarem o regime regular poderão abater, na venda, todo o IBS e CBS pagos na compra de insumos. Esse mecanismo, já comum no exterior, elimina a chamada “tributação em cascata” e reduz custos ao longo da cadeia. Segundo levantamento citado pela Valor Econômico, o crédito pode baixar a carga efetiva em até 15 p.p. em setores de alta intensidade de insumos.
A transição do ICMS, ISS, PIS, Cofins e parte do IPI para o novo IVA dual será gradual e tem cronograma previsto até 2033.
Preço, margem e acesso a mercado em jogo
Para o pequeno prestador de serviços, que compra poucos insumos físicos, ficar no Simples ainda tende a representar alíquota menor. Já indústrias ou distribuidores com cadeia complexa podem ver o benefício do crédito superar a vantagem do DAS. Analistas lembram que, em 2023, a carga tributária brasileira atingiu 33,7% do PIB, segundo a Receita Federal; cada ponto percentual poupado faz diferença direta no caixa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo Federal