Novo medicamento promete agitar o bilionário mercado de obesidade
EMS – A farmacêutica brasileira recebeu, na última semana, o sinal verde da Anvisa para lançar o Ozivy, primeira caneta de semaglutida produzida no País. A companhia pretende colocar 1,2 milhão de unidades nas prateleiras já no primeiro ano e arrecadar mais de R$ 500 milhões, movimento que pode redefinir preços e margens nesse segmento em rápida expansão.
- Em resumo: aprovação do Ozivy abre espaço para fabricação local e competição direta com o líder Ozempic.
Produção local deve reduzir custos e pressionar rivais
A fabricação no parque industrial de Hortolândia (SP) elimina parte dos impostos de importação e do câmbio, fatores que encareciam o tratamento no Brasil. Segundo estimativas da Valor Econômico, a demanda por agonistas de GLP-1 movimenta cerca de R$ 2,4 bilhões/ano no País, cifra que tende a crescer com a entrada de um player doméstico.
A EMS projeta comercializar 1,2 milhão de canetas Ozivy em 12 meses, gerando faturamento superior a R$ 500 milhões, segundo comunicado enviado à Anvisa.
Demanda explode: obesidade atinge 22% da população adulta
Dados do IBGE mostram que o índice de obesidade no Brasil mais que dobrou nas últimas duas décadas, abrindo espaço para terapias como a semaglutida. Analistas lembram que, em 2023, a Receita Federal ampliou a dedução de gastos médicos, tornando o tratamento ainda mais atrativo para contribuintes de alta renda.
A curto prazo, o aval à EMS pode aliviar a pressão sobre o dólar nas importações de medicamentos e estimular investimentos em P&D local, fator que o Ministério da Saúde avalia como estratégico para reduzir a dependência externa.
O que você acha? O preço do Ozivy vai realmente ficar mais acessível do que o do Ozempic? Para mais análises sobre o setor de saúde e negócios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / EMS