Turismo extremo coloca Islândia no radar de quem busca visibilidade recorde de 100 m
Fissura de Silfra – Localizada no Parque Nacional Thingvellir, a atração islandesa voltou aos holofotes recentemente por combinar águas glaciais cristalinas com o raro privilégio de nadar literalmente entre as placas Norte-Americana e Eurasiana.
- Em resumo: o desfiladeiro submerso tem 600 m de extensão, 63 m de profundidade e leva até 100 anos para filtrar a água que garante visão de 100 m.
Como um terremoto em 1789 abriu um “corredor” entre dois continentes
O violento abalo sísmico de 1789 rachou a crosta sobre a Dorsal Mesoatlântica e acabou formando o canal que, hoje, afasta as placas em 2 cm ao ano, segundo dados citados pela Reuters.
A fenda atinge 200 m de largura nos trechos centrais e chega a 63 m de profundidade, zonas proibidas a quem não possui certificação técnica avançada.
Água leva um século para filtrar e manter a transparência que atrai documentaristas
O degelo da calota Langjökull percorre 50 km de rocha vulcânica porosa até emergir na Silfra, um processo de 30 a 100 anos que remove partículas e bactérias. O resultado é uma pureza óptica excepcional, favorecida por temperaturas permanentes entre 2 °C e 4 °C — condição que obriga o uso de roupa seca de neoprene e limita o tempo de exposição.
Impacto econômico: turismo de aventura injeta fôlego na coroa islandesa
Mesmo representando apenas 0,1 % da crosta terrestre, a Islândia recebeu mais de 1,7 milhão de visitantes em 2023, aumento de 13 % sobre o ano anterior. O banco central local estima que o setor responda por 8,5 % do PIB, com a Silfra entre os passeios mais comercializados. Operadoras cobram em média 25.000 coroas (cerca de R$ 900), e a procura é alta o ano inteiro, reforçando receitas cambiais em plena recuperação pós-pandemia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Parque Nacional Thingvellir