Custo do dinheiro dispara e pressiona consumo das famílias brasileiras
Banco Central do Brasil (BCB) – Dados mais recentes mostram que a fatura do crédito ficou ainda mais cara: a taxa média para o consumidor chegou a 34% ao mês, o maior patamar da série histórica. No segmento de crédito livre destinado às famílias, o juro anual saltou para 63% em abril, acendendo um sinal vermelho para o orçamento doméstico e para o varejo.
- Em resumo: cada R$ 1.000 financiados hoje podem virar R$ 1.340 em apenas 30 dias.
Endividamento em alta e spreads amplos elevam o risco de inadimplência
O avanço dos juros ocorre num momento em que a inadimplência supera 5% e a renda real das famílias ainda não recuperou o nível pré-pandemia, de acordo com dados compilados pela Reuters. Especialistas alertam que spreads bancários ampliados indicam maior cautela das instituições, sobretudo em modalidades não garantidas.
A taxa média chegou a 34% ao mês, enquanto no crédito livre às famílias o juro anual atingiu 63% em abril, novo recorde histórico, segundo o Banco Central.
Por que o recorde de juros pode travar a economia
Ainda que a Selic esteja no maior nível desde 2017, os bancos adicionam camadas de risco ao custo final. De 2019 para cá, o estoque de dívidas das famílias passou de 46% para quase 49% da renda disponível, segundo o BCB. Com a inflação de serviços persistente e o mercado de trabalho dando sinais de arrefecimento, o espaço para consumo via crédito tende a encolher, afetando indicadores como vendas no varejo e PIB.
O que você acha? Este encarecimento vai mudar o seu uso do cartão ou do cheque especial? Para mais análises sobre finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil