Famílias e investidores terão de refazer as contas com a mordida fiscal
Reforma Tributária – A atualização das alíquotas prevista para 2027 coloca em xeque o planejamento patrimonial baseado em holdings, ao elevar de 11,33% para cerca de 19% a carga sobre aluguéis e apertar o ITCMD progressivo sobre heranças.
- Em resumo: locação via holding ficará até R$ 46 mil mais cara por ano em um portfólio de R$ 50 mil mensais.
Aluguel mais salgado: quase o dobro de imposto
Com a chegada do IBS e da CBS, tributos estadual, municipal e federal passam a incidir também sobre a renda de locação imobiliária mantida em pessoa jurídica. Segundo estimativas de consultorias citadas pelo InvestNews, a alíquota efetiva em holdings patrimoniais salta para 19%, ante os 11,33% atuais — movimento que alinha o Brasil a práticas de outros mercados emergentes, de acordo com levantamento da Reuters.
Uma holding que arrecada R$ 50 mil em aluguéis pagará cerca de R$ 9.500 em tributos mensais a partir de 2027, versus os atuais R$ 5.660.
Sucessão e dividendos também entram no radar
No pano de fundo, a taxa Selic em 10,50% ao ano mantém o custo de oportunidade elevado, reforçando a necessidade de comparar o ganho líquido do aluguel à aplicação financeira livre de risco. Para famílias que detêm múltiplos imóveis e renda mensal acima de R$ 20 mil, a estrutura societária ainda preserva vantagem: pessoa física pode enfrentar carga de até 35% no mesmo cenário.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal