Por que diversificação global e aconselhamento profissional viram vitais em 2024
Fin4She e Vos Investimentos – Diante da combinação de juros elevados e novas tensões no cenário eleitoral brasileiro, as gestoras alertam que o investidor precisa agir já para preservar rentabilidade e diminuir riscos.
- Em resumo: Diversificar, monitorar crédito privado e contar com apoio de especialistas formam o tripé da proteção.
Diversificar dentro e fora do país é o primeiro escudo
Com a Selic estacionada em 13,25% ao ano, segundo dados do Comitê de Política Monetária, o custo do dinheiro segue alto e as empresas sentem o peso nos balanços. Nesse contexto, a CEO da Vos Investimentos, Mariella Gontijo, recomenda ampliar o cardápio de ativos – de debêntures a ETFs globais – mesmo para quem dispõe de pequenas quantias.
“Primeiro, diversificar, porque não sabemos o que vai vir”, reforça Gontijo. “A questão do crédito agora é delicada.”
Selic alta pressiona crédito privado; paciência vira prêmio
O juro real bruto faz com que papéis de empresas menos capitalizadas fiquem mais suscetíveis a calotes. Dados recentes do Banco Central apontam elevação da inadimplência nas linhas corporativas, um sinal de alerta extra para quem concentra a carteira em poucos emissores.
Carolina Cavenaghi, da Fin4She, compara a gestão de investimentos à de saúde: “Buscar assessoria especializada é tão importante quanto ter um médico ou nutricionista de confiança”. Segundo ela, a volatilidade política deve se intensificar à medida que as eleições se aproximam, exigindo sangue-frio para colher ganhos de longo prazo.
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Crédito da imagem: Divulgação / São Paulo Innovation Week