Do ciclo do café ao polo tech: por que o interior atrai tanto capital?
Campinas – A única metrópole brasileira fora de capitais exibe musculatura econômica digna de gigante: PIB de R$ 97,5 bilhões e uma densidade tecnológica que mexe com decisões de investidores e do poder público.
- Em resumo: Renda per capita de R$ 80,7 mil e 1,5 mil companhias nascidas na Unicamp sustentam o “Vale do Silício” paulista.
Rota do capital intelectual impulsiona 1,5 mil startups
Com notas de excelência em inovação, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já gerou mais de 1,5 mil empresas ativas, volume que cresceu 12,3% em um ano, segundo dados oficiais. O ecossistema atrai corporações como IBM, Bosch e Samsung, reforçando o selo de metrópole concedido pelo IBGE e abrindo espaço para aportes privados em pesquisa – cenário destacado pelo Valor Econômico.
O PIB municipal alcançou R$ 97,5 bilhões em 2023, superando 19 capitais e colocando Campinas na 11ª posição do ranking nacional.
Logística e serviços: os pilares que sustentam o salto econômico
Responsável por 72,1% do PIB local, o setor de serviços encontra suporte logístico no Aeroporto de Viracopos – maior hub de cargas do país – e em sete rodovias que ligam a cidade a mercados consumidores de alto poder aquisitivo. Analistas veem a combinação de infraestrutura e capital humano como antídoto a oscilações macroeconômicas, sobretudo em períodos de juros elevados pelo Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Campinas