Colheita reforça caixa dos produtores e aquece o turismo rural paulista
Família Sakaguti — referência na fruticultura de Piedade (SP) — confirma que a atual safra de caqui será 20% superior à anterior, elevando a produção para 50 toneladas e abrindo uma janela de receita extra com o sistema “colha e pague”, que deve atrair 10 mil turistas e injetar dinheiro novo na economia local.
- Em resumo: Mais frutos nos pés, preço ainda pressionado, mas renda compensada pelo fluxo de visitantes.
Turismo rural vira amortecedor contra a queda de preços
Com a oferta de caquis Fuyu espalhados por cerca de 1 mil pés, os Sakaguti monetizam a experiência da colheita — modelo que, segundo levantamento do Valor Econômico, cresce em ritmo de dois dígitos ao ano dentro do agronegócio paulista.
“A expectativa é colher 50 toneladas nesta safra, cerca de 20% a mais do que no ano anterior”, projeta o produtor Erik Sakaguti.
Contexto macro: alta oferta x renda do campo
Apesar da safra robusta, produtores de Pilar do Sul relatam preços menores que em 2025. A pressão vem da oferta concentrada no estado, responsável por 50% do caqui nacional, e do consumo doméstico ainda moderado pelas recentes altas nos alimentos — a inflação de 12 meses do grupo “frutas” superou 8%, segundo o IPCA mais recente.
Para mitigar o risco de margens apertadas, técnicas japonesas como a lavagem anual dos troncos estendem a vida útil das árvores para até 70 anos, reduzindo custos de replantio e mantendo a produtividade em torno de 3 mil pés por 6 hectares em propriedades vizinhas. Assim, o produtor ganha fôlego para atravessar ciclos de preços mais baixos sem comprometer fluxo de caixa.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM