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Investimentos

31% dos brasileiros omitem dívidas; 40% sonham virar o jogo

Última atualização: 06/01/2026 7:44 am
Lucas Cezário
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Pesquisa acende alerta sobre a dificuldade de falar de dinheiro no país

Banco Central do Brasil – Um levantamento citado pela Exame revela que 31% dos brasileiros preferem ocultar a real situação financeira de familiares e amigos, enquanto 40% mantêm a expectativa de dar a volta por cima. O resultado expõe a tensão entre o endividamento recorde das famílias e o desejo de reorganizar o orçamento.

Índice de Conteúdos
  • Pesquisa acende alerta sobre a dificuldade de falar de dinheiro no país
  • Por que tanta gente evita abrir o jogo sobre as contas?
  • Selic em dois dígitos e inflação corroem o poder de compra
  • Em resumo: Um terço esconde dívidas, mas quatro em cada dez acreditam que conseguirão melhorar de vida.

Por que tanta gente evita abrir o jogo sobre as contas?

Especialistas apontam que o medo de julgamento social e a escalada do crédito rotativo — que passou de 12,5% para 14,1% da renda familiar em 12 meses, segundo dados compilados pela Reuters — reforçam o silêncio. Além disso, linhas de crédito caras, como o cartão de crédito, ainda praticam juros acima de 440% ao ano, travando a renegociação para boa parte das famílias.

Cerca de 31% dos entrevistados admitem “esconder ou evitar” o tema dinheiro em conversas pessoais; 40% mantém “alta esperança” de melhoria financeira, aponta a pesquisa divulgada pela Exame.

Selic em dois dígitos e inflação corroem o poder de compra

A taxa básica de juros, que permaneceu na casa dos dois dígitos durante todo o ano passado, mantém o crédito caro, enquanto a inflação concentrada em alimentação e serviços reduz a renda disponível. Dados do Relatório de Inflação do próprio Banco Central mostram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas bateu 48,8%, o maior índice da série histórica.

Apesar do cenário adverso, programas de renegociação como o Desenrola Brasil e iniciativas privadas de educação financeira ajudam a explicar o otimismo de 40% dos entrevistados. Quem consegue trocar juros rotativos por modalidades mais baratas, como consignado ou crédito pessoal, costuma reduzir a fatura total em até 60%, segundo estimativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O que você acha? Você costuma falar abertamente sobre suas finanças ou prefere manter silêncio? Para mais análises sobre orçamento familiar, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Exame

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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