Prazos apertam e Washington sinaliza custo bilionário ao exportador brasileiro
Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação iniciada em 15/07/2025 e sugeriu tarifa geral de 25% sobre mercadorias brasileiras, escalando a disputa que já pressiona setores de commodities, agro e manufatura.
- Em resumo: proposta eleva custos de todo o embarque ao mercado norte-americano, com poucas isenções estratégicas.
Por que a taxação ganhou força agora?
A recomendação surge após audiências que reuniram mais de 30 testemunhas e 295 comentários públicos. Segundo dados compilados pela Reuters, o fluxo comercial Brasil-EUA superou US$ 100 bilhões em 2024, o que amplia o potencial de impacto fiscal tanto para exportadores quanto para importadores norte-americanos.
O USTR sustenta que “atos, políticas e práticas do Brasil são irrazoáveis e oneram o comércio dos EUA”, citando restrições digitais, preferências tarifárias e falhas no combate ao desmatamento.
Setores poupados e cronograma até a sanção final
Ficam fora da alíquota de 25% itens como aeronaves, terras raras, fertilizantes, café, certas carnes e doações humanitárias. Já aço, alumínio e etanol permanecem com sobretaxas específicas — algumas somando 50% mais o adicional proposto.
O calendário divulgado prevê: pedidos para falar na audiência até 22/06/2026; comentários escritos até 01/07/2026; audiência oficial em 06/07/2026; e decisão definitiva até 15/07/2026. Se confirmada, a medida entrará em vigor imediatamente, coincidindo com o pico da safra de grãos brasileira — fator que pode redefinir prêmios de exportação e câmbio.
Risco macroeconômico e precedentes na Lei 301
Analistas lembram que o mesmo dispositivo foi usado contra a China em 2019, gerando retaliações e encarecendo insumos industriais globais. Caso o Brasil responda com sobretaxas, o efeito dominó pode elevar a inflação via dólar mais caro e reduzir receitas de empresas listadas na B3 expostas a vendas externas.
No curto prazo, o Banco Central já monitora possíveis pressões sobre o câmbio, enquanto entidades do agronegócio calculam alta de até 8% no custo logístico se o imposto for confirmado.
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Crédito da imagem: Divulgação / USTR