Investidores temem efeito cascata na cadeia de motores industriais
Weg (WEGE3) – A recomendação do Escritório de Comércio dos EUA para aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal vermelho para a fabricante, cuja fatia de 25% da receita vem de bens feitos no Brasil e vendidos ao mercado norte-americano.
- Em resumo: Tarifa proposta ameaça até 70% das vendas externas da divisão de motores industriais da WEG.
Por que a tarifa de 25% pesa na fabricante
O Citi lembra que o segmento de motores industriais respondeu por 49,1% da receita líquida da companhia no 1T24, e 70% dessas vendas foram destinadas a clientes fora do País. Caso a tarifa seja confirmada, parte substancial desses embarques teria de absorver o custo extra ou perder competitividade, segundo reportagem da Reuters.
Os analistas do Citi projetam que a medida “implicará diluição de margem no curto prazo”, embora exceções setoriais possam atenuar o choque inicial.
Rota alternativa: ampliar produção na América do Norte?
Historicamente, a WEG investe em diversificação geográfica para reduzir riscos cambiais e tarifários. Em 2023, 57% da receita já veio de plantas fora do Brasil. Uma eventual escalada tarifária reforça o incentivo para acelerar capex em fábricas mexicanas e norte-americanas, estratégia semelhante à adotada após tensões comerciais EUA-China em 2018.
Analistas também destacam que o real valorizado em 9% frente ao dólar desde janeiro limita a competitividade dos exportadores brasileiros, ampliando o efeito da tarifa caso entre em vigor. Além disso, a menor projeção de PIB industrial global para 2024 (2,1%, segundo FMI) reduz a margem de repasse de custos ao consumidor final.
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Crédito da imagem: Divulgação / Weg