Tarifas dos EUA e salto do petróleo azedam humor dos investidores brasileiros
Ibovespa – O principal índice da B3 voltou a ceder na última sessão, refletindo o clima de aversão a risco que toma conta dos mercados globais. O movimento coincidiu com a nova rodada de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos e com a disparada dos preços do petróleo, fatores que empurraram o dólar para cima frente ao real.
- Em resumo: Bolsas em queda, moeda americana em alta e tensão extra com tarifas norte-americanas.
Dólar ganha tração com corrida por segurança
A busca de investidores por ativos considerados mais seguros fortaleceu o dólar, que avança contra divisas de países emergentes. Segundo análise da Reuters sobre fluxos cambiais globais, o recuo de apetite por risco se intensificou após Washington sinalizar possíveis elevações adicionais de tarifas sobre produtos estratégicos.
“Em momentos de incerteza geopolítica, o real costuma sofrer mais do que seus pares, pois o Ibovespa tem forte peso de commodities”, comentam estrategistas de mercado.
Pressão externa pode respingar na Selic e nos balanços corporativos
O salto do petróleo eleva temores inflacionários e coloca a curva de juros brasileira sob vigilância, uma vez que qualquer repique de preços pode adiar eventuais cortes na Selic. Historicamente, períodos de dólar forte e commodities voláteis comprimem margens de empresas industriais e ampliam a dívida em moeda estrangeira de companhias alavancadas.
Além disso, a escalada protecionista dos EUA reacende dúvidas sobre o ritmo do comércio global, fator crucial para exportadoras brasileiras de aço, papel & celulose e agronegócio. Analistas destacam que, caso o impasse se prolongue, o impacto no PIB pode ser sentido já no segundo semestre.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame