Demanda global em alta acende sinal verde para novos produtores no Brasil
Epamig — Referência em pesquisas agropecuárias, a instituição disponibilizou recentemente um folheto gratuito com as melhores práticas para o cultivo de oliveiras, estratégia que ganha força à medida que o preço do azeite dispara no mercado internacional.
- Em resumo: Guia da Epamig explica como pequenos e médios agricultores podem lucrar com a cultura que já rende bilhões à Espanha.
Por que o azeite nunca esteve tão caro?
Conforme dados compilados pela Reuters, a seca prolongada reduziu em quase 50% a safra espanhola — maior produtora global de azeite. A menor oferta elevou cotações internacionais e abriu espaço para que países emergentes, como o Brasil, ampliem participação.
No Rio Grande do Sul, produtores relatam valorização de até 30% no preço do litro de azeite extravirgem em 12 meses, tornando a cultura cada vez mais atraente para diversificação de renda no campo.
Boas práticas de plantio que turbinam produtividade
A cartilha da Epamig lista cultivares adaptadas ao clima brasileiro, recomenda espaçamento de 7 m x 4 m e enfatiza poda anual para estimular a frutificação. Também sugere análise de solo detalhada e correção de acidez antes do plantio, o que pode elevar a produtividade em até 20% nas primeiras safras.
Impacto econômico e potencial de exportação
O Ministério da Agricultura avalia que a demanda doméstica de azeite cresce em média 5% ao ano, impulsionada por consumidores que buscam produtos premium. Se bem estruturado, o olivicultor brasileiro pode reduzir a dependência de importações — hoje superiores a 95% do consumo — e, no médio prazo, até exportar para mercados vizinhos do Mercosul.
O que você acha? Vale investir na cultura de oliveiras diante da escalada do preço do azeite? Para mais análises sobre oportunidades no agronegócio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Reprodução / RBS TV