Do iPod ao Vision Pro, os altos e baixos que moldaram a gigante
Apple — Celebrando meio século de existência, a companhia entra para a história com recordes de faturamento e, ao mesmo tempo, alguns tropeços que custaram caro a investidores e consumidores.
- Em resumo: iPod, iPhone e Apple Watch impulsionaram receitas bilionárias, enquanto Lisa, teclado borboleta e Vision Pro ficaram abaixo das expectativas.
Trio de sucessos que mudou a indústria — e a receita da Apple
O lançamento do iPod em 2001 inaugurou a era do download legal de músicas, abrindo caminho para o ecossistema iTunes. Seis anos depois, o iPhone transformou o celular em plataforma de serviços, vendendo mais de 200 milhões de unidades anuais, segundo dados da Bloomberg. Já o Apple Watch, introduzido em 2015, gera cerca de US$ 15 bilhões por ano — cifra que colocaria o produto sozinho entre as 300 maiores empresas dos EUA.
“Como negócio isolado, o Apple Watch ficaria confortavelmente entre as 250 a 300 maiores empresas dos Estados Unidos”, destaca Ben Wood, da CCS Insight.
Quando inovar custa caro: três fracassos que a gigante tenta esquecer
Em 1983, o Apple Lisa chegou às prateleiras por US$ 10 mil, valor que o manteve fora do alcance do público corporativo. Décadas depois, o teclado “borboleta” dos MacBooks trouxe reclamações de durabilidade e forçou recuos de engenharia em 2019. Mais recentemente, o Vision Pro — headset de realidade aumentada de US$ 3,5 mil — viu sua produção cortada devido à demanda abaixo do previsto, um sinal de cautela para futuras apostas em wearables sofisticados.
Por que isso importa para seu bolso — e para o mercado
O histórico da Apple ilustra a lógica de risco e retorno no setor de tecnologia. Quando acerta, cria fontes de receita recorrentes que sustentam margens robustas; quando erra, pressiona o caixa e arranha a percepção de inovação da marca. Para investidores, a lição é clara: diversificar e monitorar ciclos de produto são estratégias tão vitais quanto acompanhar decisões de política monetária ou relatórios de inflação.
O que você acha? A Apple ainda tem fôlego para outro iPhone, ou o próximo Vision Pro pode pesar nas ações? Para mais análises sobre gigantes de tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Apple